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terça-feira, 3 de abril de 2018

TEXTO DE OUTRO PADRE

SINAS DA RESSURREIÇÃO
   O primeiro dia da semana inaugura a nova criação de Deus, o tempo da Ressurreição, da vida que venceu a morte. Maria Madalena, Pedro e João representam os primeiros seguidores, que ainda não haviam compreendido o poder infinito de vida que estava em Jesus. Uma comunidade desorientada, que busca o Mestre morto no sepulcro.
   Maria Madalena é a primeira a encontrar algo inesperado: o sepulcro aberto. Ela nem se quer olha o que há lá dentro e vai contar a Pedro e João, supondo que alguém tivesse roubado o corpo do Senhor.
   A corrida dos dois discípulos ao sepulcro é a corrida simbólica da fé, e quem chega primeiro é Discípulo Amado. Chega antes quem ama e vive a relação do amor e da amizade com Jesus. É o último a ver os sinais, mas o primeiro a acreditar. 
   Os sinais do sepulcro vazio foram deixados aos seguidores de todos os tempos, também a nós: um lençol ou faixas de linho estendidas, e um sudário enrolado num lugar à parte.
   Jesus não se manteve preso as faixas que envolviam seu corpo crucificado. Ressuscitou. Venceu o poder da morte, saiu do sepulcro para a vida. As faixas ou lençóis estendidos representam a vida nova, pois fazem pensar num ambiente preparado para a consumação de um casamento: a aliança definitiva entre o Esposo ressuscitado e nova humanidade.
   Ao pensar o detalhe do sudário deixado num "lugar" à parte, o Templo de Jerusalém e a ordem injusta ali estabelecida, afirmar o "lugar" por excelência, o corpo de Jesus ressuscitado, como o novo santuário para toda a humanidade. Pois, de fato, os que foram ao túmulo à procura do corpo de Jesus saíram de lá como Corpo de Cristo.
   Quem ama vê os sinais e acredita. Na corrida de nossa fé, encontraremos sempre um sepulcro vazio, encontraremos tatos sofrimentos injustos, tantas mortes prematuras. O Ressuscitado, porém, vai nos deixar sempre os sinais de sua vitória, para seguirmos além, anunciando ao mundo que seu amor está em nós, é maior que tudo e supera tudo.
   Padre Paulo Bazaglia

domingo, 25 de março de 2018

TEXTO DE OUTRO PADRE

DESEJO DE VER JESUS
   Muitos procuram ver e conhecer Jesus. Alguns gregos (não judeus) mostram-se interessados em conhecê-lo e manifestam esse desejo de Felipe. Ao saber disso, Jesus não estabelece conversa com eles, mas anuncia aos discípulos a chegada de sua hora. Desde o começo, o evangelista João aponta para o momento da "hora" de Jesus, ou seja, da sua glorificação".
   Provavelmente o interesse daqueles gregos surgiu pelo fato de terem sido alcançados pelo amor vivido por Jesus. Esse amor é expresso quando o Mestre diz ser necessário morrer para produzir vida, como o grão de trigo. O amor, invisível, só se se revela nos sinais concretos que alguém realiza. Jesus optou pelo serviço, pelo esvaziar-se a si mesmo, para que outros tivessem vida. Em outras palavras, chegou a esse ponto porque, ao longo de sua caminhada, procurou defender a vida dos que a tinham diminuída ou ameaçada. A defesa e promoção dos pobres provocaram conflitos com os sustentadores de uma sociedade injusta, que cria empobrecidos. 
  Jesus nos mostra que fechar-se em si mesmo é perder o sentido da vida, pois ela se plenifica quando é posta a serviço do bem dos outros. Quem vive apenas para si mesmo e com preocupações exclusivas com o dinheiro, com o próprio sucesso, bem-estar e segurança, acaba se limitando a uma vida medíocre e estéril. É como o grão que permanece apenas grão, sem nada produzir. A metáfora do grão mostra que a morte é condição para liberar o germe da vida, isto é, a energia vital que a semente contém.
  O interesse dos gregos em conhecer Jesus é compartilhado hoje por muitas pessoas. Algumas apenas por curiosidade, outras por entenderem e admirarem seu projeto e nele querem se engajar. O desejo de vê-lo significa a disposição de deixar-se transformar por sua presença. Não basta apenas saber quem é Jesus; o importante é se comprometer com ele  e com seu reino. Seremos cristãos autênticos à medida que nos sentirmos atraídos pelo Senhor e fizermos experiência com ele, seguindo-o  na cruz e na glória.
      Padre Nilo Luza

segunda-feira, 19 de março de 2018

TEXTO DE OUTRO PADRE

O NOVO SANTUÁRIO
    Jesus praticamente inicia a sua missão pública, no Evangelho de São João, entrando no Templo de Jerusalém. Lá ele encontra, em vez de fiéis em oração, vendedores e cambistas. Um comércio tal, que havia transformado a casa de Deus em lugar de exploração, sobretudo dos pobres, com leis religiosas que obrigam os fiéis a comprar bois, ovelhas ou ao menos pombas para sacrificá-las e assim conseguir a reconciliação com Deus.
   Ao fazer um chicote de cordas, Jesus deixa claro que ele é o Messias esperando, aquele que vem para "açoitar" as praticas de injustiça e inaugurar um tempo novo. Ele faz o povo sair daquele centro de exploração, junto com ovelhas e bois. Aliás, as ovelhas na Bíblia muitas vezes representam o próprio povo. Jesus vem tirar do Templo, vem libertar da exploração comercial disfarçada de religião. Ele derruba as mesas e o dinheiro dos cambistas e ordena aos vendedores de pombas (a oferta dos pobres) que tirem tudo de lá. Pois o sacrifício de pombas de nada mais serve diante d'Aquele que desceu em forma de pomba, no batismo de Jesus.
   Costuma-se dizer que Jesus faz que Jesus faz a "purificação" do Templo. Porém o que ele faz, na verdade, vai muito além, declarando que seu próprio corpo é o novo santuário e que a oferta de sua vida elimina a necessidade de sacrifício de animais. Jesus deixa claro, além disso, que Deus não habita locais onde se explora a fé do povo simples. O Espírito de Deus esta presente em Jesus, e esta presença o torna indestrutível. Podem matá-lo, mas sua morte não será definitiva, pois no terceiro dia ele voltará à vida plena.
   O corpo de Jesus, sendo a morada de Deus, é para o verdadeiro santuário, que nos aproxima do Pai. Na "casa do Pai" somos famílias, e em família não fazemos comércio, mas agimos na gratuidade do amor. Como família-comunidade, pertencemos ao Corpo de Jesus. Unidos a ele, unimo-nos a Deus na liberdade de filhos amados, cujo sofrimento diário a Criador já conhece compromisso com a vida para todos ele como oferta genuína.
          Padre Paulo Bazaglia

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

TEXTO DE OUTRO PADRE

O DOMÍNIO SOBRE O MAL
   O Texto de Marcos é composto de três pequenas cenas: na casa, no pátio e nas aldeias. Da sinagoga, onde irradia a ideologia (cf. domingo passado), Jesus parte para a casa, lugar da intimidade e da convivência fraterna. A casa é também a comunidade dos discípulos e discípulas.
   Na casa, Jesus encontra a sogra de Pedro prostrada pela febre e, estendendo a mão, levanta-a. Imediatamente a mulher se põe a servir os presentes. À porta, no pátio, levam doentes e endemoniados para serem curados. Do lugar íntimo (casa), a prática de Jesus torna-se pública e a ação libertadora é ofertada a todos. Depois de um momento de oração (no deserto) para recuperar as foças, Jesus parte para aldeias.
   Com a força libertadora de sua palavra, Jesus vence as forças do mal que ameaçam a vidas das pessoas nos vários ambientes de convivência. O evangelho de hoje aponta o caminho da evangelização: iniciando na casa, indo para vizinhança e concluindo nas vilas e cidades.
    Na casa de Jesus não hesita em tocar uma mulher doente. Ele lhe estende a mão e a levanta. O toque, o abraço, é indispensável para quem cuida dos doentes e debilitados. A primeira preocupação de toda ação do evangelizadora deveria ser o necessitado mais próximo, na família. A missão do discípulo e discípula de Jesus é estender a mão a quem necessita para torná-lo livre e, assim, também ele se fazer um servidor.
    A missão de cada cristão, porém, não tem como limite o interior da casa  ou da comunidade: precisa se estender aos vizinhos necessitados. Para isso, é essencial haver momentos de "deserto", que proporcionem o cultivo da comunhão com Deus e renovem o vigor espiritual.
   Com a energia renovada, física e espiritualidade, a missão pode se estender para alguém das fronteiras da casa da vizinhança. Todo seguidor de Jesus deve ser um apaixonado pela vida, a exemplo do Mestre. Não podemos nos conformar com tanto sofrimento, dor e morte. Apatia e indiferença não podem tomar contas de nós. Afinal, somos ou não portadores de uma esperança para as pessoas mais fragilizadas?
            Padre Nilo Luza

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

TEXTO DE OUTRO PADRE

MESTRE, ONDE MORAS?
   A Igreja a primeira etapa do tempo comum com um texto do Evangelho de João. João Batista proporciona o encontro de Jesus com seus primeiros seguidores quando anuncia: "Eis o Cordeiro de Deus". Porém o papel do Mestre é fundamental quando, diante do interesse dos que se aproximam e onde mora, convida: "Vinde ver".
   Os primeiros seguidores estão convictos de sua decisão, que convidam outros para segui-lo. Sem dúvida o testemunho é essencial, mais eficaz que muitas palavras. Podemos ser levados à presença do Senhor pelo testemunho ou pelas palavras de alguém, mas a decisão e a opção por ele são estritamente pessoais.
   A missão de João Batista é fazer a ligação entre o Antigo e o Novo Testamento: ele prepara o caminho para a chegada de Jesus e o revela como o "Cordeiro de Deus" - título pelo qual os primeiros seguidores foram atraídos e que proclamamos em todas as missas.
   Quando nos dispomos ao seguimento do Mestre, temos de deixar para trás certezas e hábitos adquiridos. Procuramos muitas coisas na vida: coisas fundamentais e superficiais, um sentido, uma direção... O seguimento de Jesus é que nos ajuda a discernir o que é mais importante e onde está o verdadeiro sentido para vida. A pergunta de Jesus continua sendo decisiva e nunca podemos esquecê-las: "O que estais procurando?"
   O discípulo consiste em permanecer sempre com o Mestre e deixar-se iluminar por e guiar por ele. Com o tempo, o rosto de Jesus se revela em todo o seu mistério e compromete seus seguidores com seu projeto de vida digna para todos.
   A pergunta dos discípulos continua a nos incomodar: "Onde moras?" Ele simplesmente nos convida a ir e permanecer sempre com ele. Continuamente nos chama a ir ao seu encontro, desalojando-nos do comodismo. Precisamos nos levantar, segui-lo e fazer experiência pessoal de encontro com ele. Sempre haverá alguém a indicar o caminho, mas tenhamos cuidado, muitos podem nos iludir. Não raro podemos encontrá-lo lá onde há menos barulho e onde menos seria de esperar.
      Padre Nilo Luza

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

TEXTO DE OUTRO PADRE

O REINO ESTÁ PRÓXIMO
   O começo da pregação de Jesus está relacionado com a profecia - ou com a ameaça de abafá-la. O profeta João Batista tinha sido preso por ter chamado o povo à mudança de vida e por ter enfrentado as lideranças políticas e religiosas. Jesus começa sua pregação, de fato, retomando as palavras de João Batista: "Convertei-vos", ou seja " mudai de mentalidade e de vida", porque o reino de Deus está próximo. Converter-se significa abrir a mão de ideias e ideias, de relacionamentos e coisas para seguir o projeto de Deus.
  Daí vem o outro imperativo: "Crede no evangelho". O evangelho de Jesus é a boa notícia que ele vem anunciar aos pobres, são suas ações de bondade que trazem na vida e alegram os sofredores, é o reino de Deus que ele vem trazer com sua missão.
   Missão que o mestre inicia pelas periferias da Galileia, região de gente simples e necessitada de esperança. Concretamente, Jesus começa chamando pescadores, prometendo apenas transformá-los em "pescadores de homens", ou seja, em gente que trabalhe pelo bem da humanidade. Pois ele quer criar uma comunidade diferente, de pessoas unidas pelo mesmo projeto do Pai, comprometidas com a mesma missão que a sua.
   É assim então que aquelas duas duplas de irmãos de fé e missão. O seguimento de Jesus exige a coragem e prontidão para mudar de vida. Mas aceitar o chamado dele foi apenas o primeiro passo de conversão para aqueles pescadores. Segui-lo implicaria bem mais que uma decisão tomada junto aos barcos. Abandonar a família e o trabalho era o início. Conviver com Jesus dia a dia seria, na prática, o caminho de conversão para eles, caminho de aprendizado para assumir o modo de vida do Mestre e seu projeto que traz o reinado de Deus a este mundo.
  Como aos primeiros discípulos, Jesus continua vindo a nós, encontrando-nos em nossa labuta diária, chamando-nos a trabalhar em favor da humanidade. É sempre tempo de nos convertemos ao Deus dos pequenos e simples e trabalhar para que o evangelho de Jesus continue a nos transformar e a ser boa notícia para o mundo carente da vida.
    Padre Paulo Bazaglia

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

TEXTO DE OUTRO PADRE

FAMÍLIA: PEQUENA IGREJA
   Ao celebramos a Sagrada Família nossa atenção se volta para nossas famílias. As famílias conhecem muitas dificuldades e desafios, mas também alegrias e esperanças. O Papa Francisco nos lembra:
  "Como é importante às famílias caminhar juntos e ter a mesma meta em visita! Sabemos que temos um percurso comum a realizar, onde encontramos dificuldades, mas também momentos de alegria e consolação. Nessa peregrinação, partilhamos também os momentos da oração. Que poderá haver de mais belo, para um pai e uma mãe, do que abençoar os filhos ao início do dia, e na sua conclusão? Fazer na fronte o sinal da cruz, como no dia batismo? Não será esta oração mais simples que os pais fazem pelos filhos? Abençoá-los, isto é, confiá-los no Senhor, como fizeram os pais de Jesus. Como importante, para a família, encontra-se também para um breve momento de oração antes de tomar as refeições juntos, a fim de agradecer ao Senhor por estes dons e aprender a partilhar o que se recebeu com quem está mais necessitado (...). O perdão é a essência do amor, ele fundamental na família. Aí de nós se Deus não nos perdoasse! É no seio da família que as pessoas são educadas para o perdão (...). Não pecarmos a confiança na família! É bom abrir sempre o coração uns aos outros, sem nada esconder. Onde há amor, também há compreensão e perdão".
   "Rezemos com frequência a bela oração que encontra no final exortação apostólica Amoris Leatitia:
   "Jesus, Maria e José, em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor; confiantes a vós nos consagramos.
   Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias em lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do evangelho e pequenas igrejas domésticas.
   Sagrada Família de Nazaré, que nunca haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado seja rapidamente consolado e curado.
   Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do caráter sagrado e inviolável da família, da sua beleza no projeto de Deus.
   Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica. Amém".
            Padre Nilo Luza
Jesus Maria e José, minha família vossa é!
Jesus Cristo nosso único Senhor e Deus da Vida e de todas as coisas que existem no mundo tornai nossa família fielmente a Deus, e fazei de nós uma só família em teu altar, que a tua família sagrada de Nazaré que brilha a luz incessantemente nunca apague e não deixei nós sos.