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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

TEXTO DE OUTRO PADRE

O DOMÍNIO SOBRE O MAL
   O Texto de Marcos é composto de três pequenas cenas: na casa, no pátio e nas aldeias. Da sinagoga, onde irradia a ideologia (cf. domingo passado), Jesus parte para a casa, lugar da intimidade e da convivência fraterna. A casa é também a comunidade dos discípulos e discípulas.
   Na casa, Jesus encontra a sogra de Pedro prostrada pela febre e, estendendo a mão, levanta-a. Imediatamente a mulher se põe a servir os presentes. À porta, no pátio, levam doentes e endemoniados para serem curados. Do lugar íntimo (casa), a prática de Jesus torna-se pública e a ação libertadora é ofertada a todos. Depois de um momento de oração (no deserto) para recuperar as foças, Jesus parte para aldeias.
   Com a força libertadora de sua palavra, Jesus vence as forças do mal que ameaçam a vidas das pessoas nos vários ambientes de convivência. O evangelho de hoje aponta o caminho da evangelização: iniciando na casa, indo para vizinhança e concluindo nas vilas e cidades.
    Na casa de Jesus não hesita em tocar uma mulher doente. Ele lhe estende a mão e a levanta. O toque, o abraço, é indispensável para quem cuida dos doentes e debilitados. A primeira preocupação de toda ação do evangelizadora deveria ser o necessitado mais próximo, na família. A missão do discípulo e discípula de Jesus é estender a mão a quem necessita para torná-lo livre e, assim, também ele se fazer um servidor.
    A missão de cada cristão, porém, não tem como limite o interior da casa  ou da comunidade: precisa se estender aos vizinhos necessitados. Para isso, é essencial haver momentos de "deserto", que proporcionem o cultivo da comunhão com Deus e renovem o vigor espiritual.
   Com a energia renovada, física e espiritualidade, a missão pode se estender para alguém das fronteiras da casa da vizinhança. Todo seguidor de Jesus deve ser um apaixonado pela vida, a exemplo do Mestre. Não podemos nos conformar com tanto sofrimento, dor e morte. Apatia e indiferença não podem tomar contas de nós. Afinal, somos ou não portadores de uma esperança para as pessoas mais fragilizadas?
            Padre Nilo Luza

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