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sábado, 2 de setembro de 2017

TEXTOS DE OUTROS PADRES

OS DESAFIOS DA IGREJA

   Após promover a partilha do pão que saciou a multidão Jesus se retira para a montanha para rezar, enquanto os discípulos entram na barca e navegam para o outro lado da margem. Nessa travessia, vento põe em risco a barca. Já de madrugada, Jesus aparece aos seus caminhando sobre o mar. Os discípulos são incapazes de reconhecê-lo e se assustam, pensando ver um fantasma. Pedro tenta ir ao encontro do Mestre, quer se comparar a ele, mas mas logo sente o vento contrário e o mar agitado e se apavora, recebendo uma reprimenda de Jesus pela falta de fé.
  Essa cena do evangelho mostra a situação de fraqueza e falta de fé das comunidades, que se sentem ameaçadas pelas ondas adversas no final do primeiro século. Deus, porém, não abandona as comunidades e lhes estende a mão para que tenham certeza da sua presença da sua presença. Coragem, diz-lhes o Mestre, não tenham medo, sou eu.
  A Igreja é convidada a fazer a travessia do mar e não ficar fechada  em si mesma por medo de enfrentar as adversidades da caminhada. Na outra margem do lago há necessidade da missão. A travessia é sempre perigosa e pode amedrontar, mas é necessária para enfrentar os desafios do século 21. Os medos são os piores inimigos de seguimento de Jesus
  As ondas contrárias ao projeto de Jesus são muitas e perigosas; a Igreja não pode se acomodar, fazendo de conta que não tem nada com isso. A ordem de Jesus e categórica: Entrem na barca e atravessem o mar. Hoje também estamos numa travessia difícil, rumo a uma nova maneira de ser Igreja: "em saída", como propõe o Papa Francisco. Exige-se dela coragem e muita confiança para não afundar nas águas do mar.
  Na reação dos discípulos ("é um fantasma") será que se pode ver o juízo da sociedade atual a respeito da Igreja, um "fantasma estrelado"? Muitas vezes mostramos incapazes de sentir a mão estendida de Jesus que nos segura e dá confiança. O Papa Francisco aponta-nos o caminho: sair para as periferias sociais e geográficas.
     Padre Nilo Luza

TEXTO DE OUTRO PADRE

LUZ DE DEUS
  Em Jesus se manifesta a glória divina, resplandecente  de luz, acompanhada pelas nuvens e pela voz que deixa claro: este é o Filho amado pelo Pai.
  Os detalhes da cena fazem pensar em Moisés, que voltava do monte Sinai com o rosto resplandecente por ter estado na presença de Deus. A luz intensa que brilha no rosto e nas vestes de Jesus, ao invés, não vem de fora. Vem dele mesmo, pois aquele Mestre que vivia no meio de gente pobre, nas periferias, é ele próprio o Senhor da história. Não se manifesta glorioso na capital de Jerusalém a uma multidão de pessoas, mas numa montanha qualquer a três discípulos.
  A transfiguração foi  uma antecipação, momentânea, da glória do Senhor. Uma experiência sem igual, tanto que Pedro sugere armar tendas para continuar ali. O Senhor glorioso, porém, deverá antes entregar a própria vida, passando pelo sofrimento e pela morte. Pois o Senhor da glória é o servo sofredor.
  Para os três discípulos e para nós permanecem duas ordens. A primeira vem do Pai, para ouvir o Filho Amado. Ouvir é a atitude fundamental dos discípulos. Ouvir Jesus é atender o que disse e fez, para que seu ensinamento esteja vivo em nossa vida. A outra ordem vem do próprio Jesus, que toca nos discípulos e diz que se levantem e não tenham medo de enfrentar os desafios da realidade.
  O Senhor continua se revelando a nós. Ele se manifesta de muitos modos, reanima nossa fé, alimenta nossa esperança, faz-nos vencer o pecado da tristeza e confirma nossa missão realidades a transfigurar...
  "Com Pedro, Tiago e João subimos também nós hoje ao monte da Transfiguração e permanecemos em contemplação do rosto de Jesus, para assimilar sua mensagem e traduzi-la na nossa vida; porque também nos podemos ser transfigurados pelo Amor. Na realidade o amor é capaz de transfigurar tudo. O amor transfigura tudo! Vocês acreditam nisso?" (Papa Francisco, Ângelus, 01/03/2015).
      Padre Paulo Bazaglia

sábado, 29 de julho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

O REINO REQUER PACIÊNCIA

   O reino de Deus é a boa semente semeada pelo Filho do Homem, o trigo que cresce no mundo em meio a situações difíceis, superado forças contrárias. 
   Os empregados da parábola do joio e do trigo são impacientes. Querem acabar logo com o joio. Fazem pensar nas atitudes imediatistas, vingativas e violentas que acabam gerando injustiça, porque mesmo em corações malvados se pode encontrar sementes de bondade. 
   A boa semente que o próprio Jesus semeou tem em si o poder de germinar e frutificar, mesmo em meio ao joio. Mas, como as sementes precisam de tempo, o Reino também requer paciência.
  É com paciência que Deus age. Deus não quer separar, mas dar tempo para que o Reino aconteça no mundo, e não fora dele. Jesus é o espelho dessa paciência divina, ao rejeitar o pecado e perdoar o pecador, ao procurar aqueles a sociedade rotula como malditos, ao acolher em vez de excluir.
  Na explicação de Jesus, o joio são os "filhos do maligno", as pessoas que pactuam com a maldade. Muitas situações e forças são claramente contrárias ao projeto de Deus deseja. Mas, concretamente, não é o caso de fazer a "caça ao joio", até porque não seria tão simples identificá-lo. E, sempre que se exclui alguém, algo de bom também se perde. Além disso , fazer justiça com as próprias mãos não é algo que o Mestre ensinou.
   Aprender com a paciência de Deus, em vez, é o convite do evangelho. Paciência não é conformismo, mas esperança ativa de que o Reino está em curso, transformando a história, com a menor das sementes que naturalmente se torna grande planta, como o fermento que tem força de transformar toda a massa. É certeza de que Deus, é não o mal, tem a primeira e a última palavra.
  O Reino é o homem semeando no campo, é a mulher fermentando a massa,  somos todos nós trabalhando juntos para melhorar este mundo. um trabalho paciente, dando tempo ao tempo, sobretudo para conviver com o joio. Não somente o joio que costumamos ver nos outros, mas também o joio que pode ser mas daninho, o que etá dentro de nós mesmos.
      Padre Paulo Bazaglia

terça-feira, 25 de julho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

SEMEAR A PALAVRA NO CORAÇÃO DO MUNDO

  Neste domingo e nos próximos dois domingos, a liturgia nos propõe o capítulo 13 de Mateus, que comunica o ensinamento de Jesus por meio de parábolas. O texto de hoje apresenta a parábola do semeador, o porquê das parábolas em geral e a explicação daquela parábola em particular.
  Jesus sai do ambiente restrito, familiar, e se dirige à margem do lago, onde o povo se reuniu para ouvir e acolher sua mensagem. Ali, conta a parábola do semeador - o qual também saiu de casa para lançar sementes em quatro tipos de terenos diferentes. 
  Nos três primeiros solos semeados, o agricultor nada recolhe, pois a semente caiu em caminho endurecido, terreno pedregoso e terreno espinhoso. Há duas possibilidades: o semeador é inexperiente ou, o mais provável, é pobre, restando-lhe terrenos nada produtivos. Jesus era ciente de que nem todos os camponeses tinham acesso às terras produtivas, normalmente controladas pelos poderosos. Para o pobre, a alternativa era tentar semear em terrenos pedregosos ou a à beira do caminho. Mesmo diante do insucesso, o semeador não desiste, continua insistindo e consegue resultados positivos quando semeia em terreno bom.
  Mateus explica a parábola - provavelmente às comunidades urbanas - e comprara a semente à palavra de Deus. A mensagem de Jesus produz à medida da disposição de cada um em em acolhe-lá. Seremos como terreno à beira do caminho quando a palavra de Deus não nos atrai, nos fechamos no discernimento e não a acolhemos. Terrenos pedregosos é o que ouve e acolhe a Palavra, mas os riscos da incompreensão e da perseguição do império romano e das autoridades judaicas contra se declararem cristãos. Tal testemunho, portanto, não passa de "fogo na palha". O terreno espinhoso é comparável àquele que ouve a Palavra, mas outras preocupações "menos espinhosas" prevalecem. Os desejos egoístas sufocam a mensagem de Jesus. Por fim, terreno bom é o coração que ouve a Palavra e se compromete com o projeto de Jesus.
      Padre Nilo Luza

domingo, 23 de julho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

NÃO TENHAM MEDO

  O evangelho deste domingo pertence ao discuso de Jesus sobre a missão da comunidade cristã. São palavras dirigidas aos discípulos e discípulas que assumem a missão no seguimento de Jesus.
  O evangelho repete três vezes "não tenham medo" - sinal de que nas comunidades daquela época havia muito medo, em consequência da perseguição contra os cristãos. Medo de ser preso, ser perseguido e torturado, ser expulso da comunidade. Diante disso, muitas pessoas deixavam de dar testemunho de fé, abandonando a missão.
  Hoje temos medo da violência, fruto do desemprego, da intolerância, da injustiça, que joga milhões na miséria. Nossa sociedade é uma mais injustas do mundo. Mesmo atrás, foi divulgado que dezenas de famílias brasileiras detém, juntas, a mesma riqueza que a metade da população mais pobre do país (cem milhões de pessoas). Diante de tanta injustiça, como construir uma sociedade que viva em paz?
  A proclamação e a vivência de nossa opção religiosa pelo evangelho frequentemente geram críticas. Podemos sofrer incompreensão ou até perseguição e morte quando nos empenhamos de verdade na construção do reinado anunciado por Jesus, combatendo as injustiças, a miséria e arrogância.
  Jesus encoraja seus seguidores a não terem medo, pois ele tem o controle de nossa vida e tem autoridade sobre o destino da pessoa em sua totalidade (corpo e alma). O cristão é convencido a depositar a sua confiança em Deus, pois este não o abandona nas mãos dos perseguidores. Nosso Pai não se esquece de nenhum de seus filhos e filhas. Ele está sempre do lado do ser humano, que vale muito mais do que os passarinhos.
  Deus é presença constante na nossa vida. Ele é a mão forte de que necessitamos para ter segurança na fraqueza, é a luz que ilumina e guia nossos caminhos. Nossa vida está nas mãos de Deus, que nos livra do fracasso final. Essa certeza não nos acomoda, ao contrário, leva-nos a assumir o compromisso com seu reino.
       Padre Nilo Luza

sábado, 10 de junho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

ESPÍRITO DO AMOR FIEL
  Depois da última ceia com os discípulos, pouco antes de ser preso, Jesus se despede dos que o acompanharam ao longo da missão, deixando como que um testamento. As palavras do evangelho hoje proclamadas situam-se nesse contexto de despedida. 
  Jesus está para ser preso, enfrentará o sofrimento e a morte e sabe que a comunidade dos que o seguem também haverá de enfrentar oposição e perseguição. Como continuar a missão do Mestre, quando ele não estiver mais fisicamente presente? Como superar as tentações de um mundo de injustiças, do "salve-se quem puder"? Como resistir, acreditando que Deus continua presente, quando tudo em volta parece indicar o contrário?
  Diante da angustia, do sofrimento próprio e alheio, estão aí as palavras de Jesus, que nos garante: "Não os deixarei órfãos". Esta garantia se baseia na presença do Espírito da Verdade, vindo do Pai, que não só nos acompanhará, como estará dentro de nós. É o Espírito da Verdade, que nos permite recordar o que Jesus fez e falou, para assim podemos agir e falar como ele estivesse agindo e falando. Aliás, podemos traduzir Espírito da Verdade por Espírito da Fidelidade, aquela fidelidade com a qual Jesus levou adiante a missão confiada a ele pelo Pai e que nos encoraja a ser fiéis ao mandamento novo do amor. 
  O "mundo", representado pelas lideranças injustas que condenaram e mataram Jesus, não recebe este Espírito de amor fiel, porque não o conhece. Sabe o que é amor fiel quem amo incondicionalmente, quem se entrega pelo outro como o Mestre o fez.
  O amor de Jesus abre e fecha o texto de hoje proclamado. Amar a Jesus é deixar-nos animar pelo dinamismo do seu amor, que sempre nos leva ao outro, para ser testemunhas do amor misericordioso do Pai. Jesus continua vivo em nosso meio, ressuscitado, a nos acompanhar com o Paráclito, o Espírito Defensor que nos mantém perseverantes no amor.
      Padre Paulo Bazaglia
Minhas Palavas Sobre Esse Assunto:

Devemos ser perseverantes na fé e acreditar que Jesus Cristo nunca vai deixar sozinhos nesse, acredite ele está em nosso meio e dentro de nós, Ele veio para salvar a humanidade Ele nos ama com seus filhos e filhas, somos seu povo e seu rebanho, caminhemos sempre na Estrada Vida, da esperança e do amor fraterno do Pai, somos convidados por Maria a Mãe do Salvador de Jesus Cristo a rezar o Santo Terço. Jesus Cristo é Espírito de Verdade e Vida Eterna. Somos seu povo e seu rebanho. Que nossa caminha na fé de Jesus Cristo no conduza a vida plena junto do Pai, Filho e do Espírito Santo.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

COMUNICAR ESPERANÇA E CONFIANÇA
  Neste domingo da Ascensão do Senhor, a Igreja celebra o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais com o tema, escolhido pelo Papa Francisco: '"Não tenhas medo, que eu estou contigo' (Is 43,5). Comunicar a esperança no nosso tempo".
  A mensagem do papa para esta ocasião considera que uma das maneiras de contar a história do mundo é por intermédio das informações divulgadas pelos diversos veículos de comunicação. Ressalta, então, como é importante narrar essa história segundo a lógica da boa notícia. Isto não significa, evidentemente, negar os acontecimentos trágicos e tristes. A questão que preocupa, atualmente, é o predomínio de notícias negativas que provocam, no indivíduo e na sociedade, sensação de insegurança e medo.
  De fato, são inúmeras as notícias com teor negativo e com forte dose de sensacionalismo que nos chegam diariamente por meios dos jornais, de revistas, da televisão, do rádio e da internet. Tais informações indicam que o mal é, infelizmente, mais espetacular e ruidoso que o bem e, por conseguinte, mais lucrativo para os meios de comunicação.
  Cabe a nós, cristãos, escutar a voz de Jesus ressuscitado, que nos envia a anunciar, sem medo, as "boas notícias" oriundas de suas palavras e de seus gestos. Faz parte de nossa missão difundir também informações refentes às iniciativas audaciosas, que encontramos na sociedade, a favor da justiça, da paz e da solidariedade e a outras ações que contribuem para a construção de um mundo mais humano e fraterno. Nessa perspectiva será possível suscitar, no nosso tempo, a confiança e a esperança que Jesus nos veio fazer.
        Padre Valdir José de Castro