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sábado, 2 de setembro de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

LUZ DE DEUS
  Em Jesus se manifesta a glória divina, resplandecente  de luz, acompanhada pelas nuvens e pela voz que deixa claro: este é o Filho amado pelo Pai.
  Os detalhes da cena fazem pensar em Moisés, que voltava do monte Sinai com o rosto resplandecente por ter estado na presença de Deus. A luz intensa que brilha no rosto e nas vestes de Jesus, ao invés, não vem de fora. Vem dele mesmo, pois aquele Mestre que vivia no meio de gente pobre, nas periferias, é ele próprio o Senhor da história. Não se manifesta glorioso na capital de Jerusalém a uma multidão de pessoas, mas numa montanha qualquer a três discípulos.
  A transfiguração foi  uma antecipação, momentânea, da glória do Senhor. Uma experiência sem igual, tanto que Pedro sugere armar tendas para continuar ali. O Senhor glorioso, porém, deverá antes entregar a própria vida, passando pelo sofrimento e pela morte. Pois o Senhor da glória é o servo sofredor.
  Para os três discípulos e para nós permanecem duas ordens. A primeira vem do Pai, para ouvir o Filho Amado. Ouvir é a atitude fundamental dos discípulos. Ouvir Jesus é atender o que disse e fez, para que seu ensinamento esteja vivo em nossa vida. A outra ordem vem do próprio Jesus, que toca nos discípulos e diz que se levantem e não tenham medo de enfrentar os desafios da realidade.
  O Senhor continua se revelando a nós. Ele se manifesta de muitos modos, reanima nossa fé, alimenta nossa esperança, faz-nos vencer o pecado da tristeza e confirma nossa missão realidades a transfigurar...
  "Com Pedro, Tiago e João subimos também nós hoje ao monte da Transfiguração e permanecemos em contemplação do rosto de Jesus, para assimilar sua mensagem e traduzi-la na nossa vida; porque também nos podemos ser transfigurados pelo Amor. Na realidade o amor é capaz de transfigurar tudo. O amor transfigura tudo! Vocês acreditam nisso?" (Papa Francisco, Ângelus, 01/03/2015).
      Padre Paulo Bazaglia

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