Neste domingo e nos próximos dois domingos, a liturgia nos propõe o capítulo 13 de Mateus, que comunica o ensinamento de Jesus por meio de parábolas. O texto de hoje apresenta a parábola do semeador, o porquê das parábolas em geral e a explicação daquela parábola em particular.
Jesus sai do ambiente restrito, familiar, e se dirige à margem do lago, onde o povo se reuniu para ouvir e acolher sua mensagem. Ali, conta a parábola do semeador - o qual também saiu de casa para lançar sementes em quatro tipos de terenos diferentes.
Nos três primeiros solos semeados, o agricultor nada recolhe, pois a semente caiu em caminho endurecido, terreno pedregoso e terreno espinhoso. Há duas possibilidades: o semeador é inexperiente ou, o mais provável, é pobre, restando-lhe terrenos nada produtivos. Jesus era ciente de que nem todos os camponeses tinham acesso às terras produtivas, normalmente controladas pelos poderosos. Para o pobre, a alternativa era tentar semear em terrenos pedregosos ou a à beira do caminho. Mesmo diante do insucesso, o semeador não desiste, continua insistindo e consegue resultados positivos quando semeia em terreno bom.
Mateus explica a parábola - provavelmente às comunidades urbanas - e comprara a semente à palavra de Deus. A mensagem de Jesus produz à medida da disposição de cada um em em acolhe-lá. Seremos como terreno à beira do caminho quando a palavra de Deus não nos atrai, nos fechamos no discernimento e não a acolhemos. Terrenos pedregosos é o que ouve e acolhe a Palavra, mas os riscos da incompreensão e da perseguição do império romano e das autoridades judaicas contra se declararem cristãos. Tal testemunho, portanto, não passa de "fogo na palha". O terreno espinhoso é comparável àquele que ouve a Palavra, mas outras preocupações "menos espinhosas" prevalecem. Os desejos egoístas sufocam a mensagem de Jesus. Por fim, terreno bom é o coração que ouve a Palavra e se compromete com o projeto de Jesus.
Padre Nilo Luza

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