A ressurreição de Lázaro é o sétimo e último dos sinais apresentados por João no seu evangelho. O relato mostra Jesus como defensor da vida. A vida comunicada por ele aos seus com o dom do Espírito vence a morte e traz a ressurreição. A cena torna-se oportunidade para Jesus revelar seu empenho em favor da vida.
Nela, além de Jesus, aparecem mais três personagens relevantes: os irmãos de Lázaro, Marta e Maria. Lázaro é o morto que já foi enterrado e o motivo da vinda de Jesus. Marta vai ao encontro do Senhor e diz acreditar que, se ele estivesse presente, o irmão não teria morrido. Ademais, ela testemunhava a fé na ressurreição e em Jesus, o Filho de Deus. Maria "faz sala" às visitas e chora a morte do irmão, comovendo o Mestre.
Na ressurreição de Lázaro se manifestem a glória de Deus e o sentido mais profundo da obra que Jesus veio realizar: a passagem da morte para a vida daqueles que nele acreditam. Jesus, que é a ressurreição e a vida, mostra que a morte é uma necessidade física para herdarmos a vida plena em Deus. A morte não interrompe a vida, apenas abre a passagem para eternidade.
O evangelho ressalta a humanidade de Jesus, alguém capaz de chorar com os que choram e se compadecer dos que sofrem. Ao ver a amiga chorar, também cai no choro - algo normal num ser humano. Diante da morte, a exemplo de Jesus, podemos chorar e devemos confiar em Deus, pois ele é mais forte do que a morte e deseja a todos vida eterna e plena.
O relato de hoje aponta para a ressurreição de Jesus, com uma pequena, mas importante diferença: Lázaro saiu amarrado com as mortalhas, o que significa que ele necessitava ser libertado das amarras da morte e não estava livre da morte biológica - um dia voltaria ao túmulo; Jesus, ao contrario, deixou os sinais de morte (lençol e sudário) no túmulo, nunca mais seria novamente atado pela morte - venceu-a para sempre.
Padre Nilo Luza
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