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sábado, 29 de julho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

O REINO REQUER PACIÊNCIA

   O reino de Deus é a boa semente semeada pelo Filho do Homem, o trigo que cresce no mundo em meio a situações difíceis, superado forças contrárias. 
   Os empregados da parábola do joio e do trigo são impacientes. Querem acabar logo com o joio. Fazem pensar nas atitudes imediatistas, vingativas e violentas que acabam gerando injustiça, porque mesmo em corações malvados se pode encontrar sementes de bondade. 
   A boa semente que o próprio Jesus semeou tem em si o poder de germinar e frutificar, mesmo em meio ao joio. Mas, como as sementes precisam de tempo, o Reino também requer paciência.
  É com paciência que Deus age. Deus não quer separar, mas dar tempo para que o Reino aconteça no mundo, e não fora dele. Jesus é o espelho dessa paciência divina, ao rejeitar o pecado e perdoar o pecador, ao procurar aqueles a sociedade rotula como malditos, ao acolher em vez de excluir.
  Na explicação de Jesus, o joio são os "filhos do maligno", as pessoas que pactuam com a maldade. Muitas situações e forças são claramente contrárias ao projeto de Deus deseja. Mas, concretamente, não é o caso de fazer a "caça ao joio", até porque não seria tão simples identificá-lo. E, sempre que se exclui alguém, algo de bom também se perde. Além disso , fazer justiça com as próprias mãos não é algo que o Mestre ensinou.
   Aprender com a paciência de Deus, em vez, é o convite do evangelho. Paciência não é conformismo, mas esperança ativa de que o Reino está em curso, transformando a história, com a menor das sementes que naturalmente se torna grande planta, como o fermento que tem força de transformar toda a massa. É certeza de que Deus, é não o mal, tem a primeira e a última palavra.
  O Reino é o homem semeando no campo, é a mulher fermentando a massa,  somos todos nós trabalhando juntos para melhorar este mundo. um trabalho paciente, dando tempo ao tempo, sobretudo para conviver com o joio. Não somente o joio que costumamos ver nos outros, mas também o joio que pode ser mas daninho, o que etá dentro de nós mesmos.
      Padre Paulo Bazaglia

terça-feira, 25 de julho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

SEMEAR A PALAVRA NO CORAÇÃO DO MUNDO

  Neste domingo e nos próximos dois domingos, a liturgia nos propõe o capítulo 13 de Mateus, que comunica o ensinamento de Jesus por meio de parábolas. O texto de hoje apresenta a parábola do semeador, o porquê das parábolas em geral e a explicação daquela parábola em particular.
  Jesus sai do ambiente restrito, familiar, e se dirige à margem do lago, onde o povo se reuniu para ouvir e acolher sua mensagem. Ali, conta a parábola do semeador - o qual também saiu de casa para lançar sementes em quatro tipos de terenos diferentes. 
  Nos três primeiros solos semeados, o agricultor nada recolhe, pois a semente caiu em caminho endurecido, terreno pedregoso e terreno espinhoso. Há duas possibilidades: o semeador é inexperiente ou, o mais provável, é pobre, restando-lhe terrenos nada produtivos. Jesus era ciente de que nem todos os camponeses tinham acesso às terras produtivas, normalmente controladas pelos poderosos. Para o pobre, a alternativa era tentar semear em terrenos pedregosos ou a à beira do caminho. Mesmo diante do insucesso, o semeador não desiste, continua insistindo e consegue resultados positivos quando semeia em terreno bom.
  Mateus explica a parábola - provavelmente às comunidades urbanas - e comprara a semente à palavra de Deus. A mensagem de Jesus produz à medida da disposição de cada um em em acolhe-lá. Seremos como terreno à beira do caminho quando a palavra de Deus não nos atrai, nos fechamos no discernimento e não a acolhemos. Terrenos pedregosos é o que ouve e acolhe a Palavra, mas os riscos da incompreensão e da perseguição do império romano e das autoridades judaicas contra se declararem cristãos. Tal testemunho, portanto, não passa de "fogo na palha". O terreno espinhoso é comparável àquele que ouve a Palavra, mas outras preocupações "menos espinhosas" prevalecem. Os desejos egoístas sufocam a mensagem de Jesus. Por fim, terreno bom é o coração que ouve a Palavra e se compromete com o projeto de Jesus.
      Padre Nilo Luza

domingo, 23 de julho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

NÃO TENHAM MEDO

  O evangelho deste domingo pertence ao discuso de Jesus sobre a missão da comunidade cristã. São palavras dirigidas aos discípulos e discípulas que assumem a missão no seguimento de Jesus.
  O evangelho repete três vezes "não tenham medo" - sinal de que nas comunidades daquela época havia muito medo, em consequência da perseguição contra os cristãos. Medo de ser preso, ser perseguido e torturado, ser expulso da comunidade. Diante disso, muitas pessoas deixavam de dar testemunho de fé, abandonando a missão.
  Hoje temos medo da violência, fruto do desemprego, da intolerância, da injustiça, que joga milhões na miséria. Nossa sociedade é uma mais injustas do mundo. Mesmo atrás, foi divulgado que dezenas de famílias brasileiras detém, juntas, a mesma riqueza que a metade da população mais pobre do país (cem milhões de pessoas). Diante de tanta injustiça, como construir uma sociedade que viva em paz?
  A proclamação e a vivência de nossa opção religiosa pelo evangelho frequentemente geram críticas. Podemos sofrer incompreensão ou até perseguição e morte quando nos empenhamos de verdade na construção do reinado anunciado por Jesus, combatendo as injustiças, a miséria e arrogância.
  Jesus encoraja seus seguidores a não terem medo, pois ele tem o controle de nossa vida e tem autoridade sobre o destino da pessoa em sua totalidade (corpo e alma). O cristão é convencido a depositar a sua confiança em Deus, pois este não o abandona nas mãos dos perseguidores. Nosso Pai não se esquece de nenhum de seus filhos e filhas. Ele está sempre do lado do ser humano, que vale muito mais do que os passarinhos.
  Deus é presença constante na nossa vida. Ele é a mão forte de que necessitamos para ter segurança na fraqueza, é a luz que ilumina e guia nossos caminhos. Nossa vida está nas mãos de Deus, que nos livra do fracasso final. Essa certeza não nos acomoda, ao contrário, leva-nos a assumir o compromisso com seu reino.
       Padre Nilo Luza

sábado, 10 de junho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

ESPÍRITO DO AMOR FIEL
  Depois da última ceia com os discípulos, pouco antes de ser preso, Jesus se despede dos que o acompanharam ao longo da missão, deixando como que um testamento. As palavras do evangelho hoje proclamadas situam-se nesse contexto de despedida. 
  Jesus está para ser preso, enfrentará o sofrimento e a morte e sabe que a comunidade dos que o seguem também haverá de enfrentar oposição e perseguição. Como continuar a missão do Mestre, quando ele não estiver mais fisicamente presente? Como superar as tentações de um mundo de injustiças, do "salve-se quem puder"? Como resistir, acreditando que Deus continua presente, quando tudo em volta parece indicar o contrário?
  Diante da angustia, do sofrimento próprio e alheio, estão aí as palavras de Jesus, que nos garante: "Não os deixarei órfãos". Esta garantia se baseia na presença do Espírito da Verdade, vindo do Pai, que não só nos acompanhará, como estará dentro de nós. É o Espírito da Verdade, que nos permite recordar o que Jesus fez e falou, para assim podemos agir e falar como ele estivesse agindo e falando. Aliás, podemos traduzir Espírito da Verdade por Espírito da Fidelidade, aquela fidelidade com a qual Jesus levou adiante a missão confiada a ele pelo Pai e que nos encoraja a ser fiéis ao mandamento novo do amor. 
  O "mundo", representado pelas lideranças injustas que condenaram e mataram Jesus, não recebe este Espírito de amor fiel, porque não o conhece. Sabe o que é amor fiel quem amo incondicionalmente, quem se entrega pelo outro como o Mestre o fez.
  O amor de Jesus abre e fecha o texto de hoje proclamado. Amar a Jesus é deixar-nos animar pelo dinamismo do seu amor, que sempre nos leva ao outro, para ser testemunhas do amor misericordioso do Pai. Jesus continua vivo em nosso meio, ressuscitado, a nos acompanhar com o Paráclito, o Espírito Defensor que nos mantém perseverantes no amor.
      Padre Paulo Bazaglia
Minhas Palavas Sobre Esse Assunto:

Devemos ser perseverantes na fé e acreditar que Jesus Cristo nunca vai deixar sozinhos nesse, acredite ele está em nosso meio e dentro de nós, Ele veio para salvar a humanidade Ele nos ama com seus filhos e filhas, somos seu povo e seu rebanho, caminhemos sempre na Estrada Vida, da esperança e do amor fraterno do Pai, somos convidados por Maria a Mãe do Salvador de Jesus Cristo a rezar o Santo Terço. Jesus Cristo é Espírito de Verdade e Vida Eterna. Somos seu povo e seu rebanho. Que nossa caminha na fé de Jesus Cristo no conduza a vida plena junto do Pai, Filho e do Espírito Santo.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

COMUNICAR ESPERANÇA E CONFIANÇA
  Neste domingo da Ascensão do Senhor, a Igreja celebra o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais com o tema, escolhido pelo Papa Francisco: '"Não tenhas medo, que eu estou contigo' (Is 43,5). Comunicar a esperança no nosso tempo".
  A mensagem do papa para esta ocasião considera que uma das maneiras de contar a história do mundo é por intermédio das informações divulgadas pelos diversos veículos de comunicação. Ressalta, então, como é importante narrar essa história segundo a lógica da boa notícia. Isto não significa, evidentemente, negar os acontecimentos trágicos e tristes. A questão que preocupa, atualmente, é o predomínio de notícias negativas que provocam, no indivíduo e na sociedade, sensação de insegurança e medo.
  De fato, são inúmeras as notícias com teor negativo e com forte dose de sensacionalismo que nos chegam diariamente por meios dos jornais, de revistas, da televisão, do rádio e da internet. Tais informações indicam que o mal é, infelizmente, mais espetacular e ruidoso que o bem e, por conseguinte, mais lucrativo para os meios de comunicação.
  Cabe a nós, cristãos, escutar a voz de Jesus ressuscitado, que nos envia a anunciar, sem medo, as "boas notícias" oriundas de suas palavras e de seus gestos. Faz parte de nossa missão difundir também informações refentes às iniciativas audaciosas, que encontramos na sociedade, a favor da justiça, da paz e da solidariedade e a outras ações que contribuem para a construção de um mundo mais humano e fraterno. Nessa perspectiva será possível suscitar, no nosso tempo, a confiança e a esperança que Jesus nos veio fazer.
        Padre Valdir José de Castro 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

A FONTE DE ÁGUA VIVA
  Jesus, cansado da viagem, senta à beira do poço. Ao chegar uma mulher para buscar água, o Senhor pede que ela lhe dê de beber. Aí em volta do poço de Jacó, começa um belo diálogo entre o Mestre e samaritana. A conversa gira em torno da água, do conflito entre os judeus e samaritanos,dos maridos da mulher, da adoção a Deus e da verdadeira fonte de água viva. Diálogo rico e revelador, entre as duas personagens.
  A conversa se inicia por necessidade física: a sede. Jesus pede água à mulher, esta se admira que um judeu dirija tal pedido a uma mulher samaritana. Aos pucos e além do sentido natural, Jesus agregando à água outro sentido.
  O conflito entre judeus e samaritanos era antigo. Vinha desde séculos passados, quando os samaritanos adotaram as divindades introduzidas pelos povos estrangeiros que invadiram o Reino do Norte.
  A questão dos maridos da mulher do diálogo, entrando agora pela família da samaritana: seus cinco maridos. Segundo os estudiosos, provavelmente se referem ao número das divindades cultuadas pelos samaritanos.
  Onde é o lugar de adorar a Deus? Os judeus adoravam no templo de Jerusalém, os samaritanos, no templo de Garizim. Jesus esclarece que a adoração agradável a Deus não se limita a templos e lugares predeterminados, mas nasce do interior do ser humano ao longo da vida, independentemente de templo e lugar. "Os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito e verdade."
  Jesus é a verdadeira fonte. A conversa ingressa no tema messianismo, momento que o Mestre se apresente como o "Messias", fonte donde jorra água viva e para vida. Ele se revela justamente a uma mulher excluída e marginalizada. 
  Quando os discípulos chegam, a mulher larga o balde e vai anunciar aos seus conterrâneos que encontrou o Cristo. Ela já não tem necessidade da água do poço de Jacó (no contexto a, lei mosaica), pois descobriu a verdadeira fonte que sacia a sede profunda do ser humano - Jesus Nazareno - e assim se torna a primeira missionária dos samaritanos. 
   Padre Nilo Luza

terça-feira, 9 de maio de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

JESUS PASTOR E PORTA
  No evangelho de hoje proclamado, Jesus se apresenta ao mesmo tempo como Pastor e Porta.
  E dura a critica de Jesus às lideranças do tempo. Em vez de servir ao povo, abrindo-lhe perspectivas de vida, ele o haviam aprisionado em instituições políticas e religiosas que serviam sobre tudo para manter os próprios privilégios. Para Jesus, líderes assim nunca foram e nunca serão pastores, mas apenas "ladrões e assaltantes", que vêm para "roubar, matar e destruir". Ele mesmo diz, aliás: "todos os que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes". Pois, ao procurar somente os próprios interesses, fracassaram na missão de conduzir o povo pelos caminhos da vida que Deus deseja.
  É um alerta contra todo exercício de poder de quem busca os próprios interesses à custa do sofrimento do povo. Alerta válido para todos, mas sobretudo para autoridades civis e religiosas, cujo poder só pode ser exercido genuinamente com serviço de defesa e promoção do bem comum. E o bem comum, nós o sabemos, requer dedicação especial aos mais pobres.
  Daí Jesus se apresenta como o Pastor autêntico, aquele que o Pai envia para cuidar das ovelhas, o povo querido de Deus. Pois, diferente dos que roubam e usam o povo, Jesus vem para servir e dar vida, chamando pelo nome, superando todo anonimato. Ele se deixa conhecer, para que aqueles que são seus não sejam enganados por líderes perversos.
  Jesus nos impulsiona a viver revelações verdadeiras e sinceras, que nos formam como cristãos comprometidos na comunidade. Pois a comunidade não é um amontoado de anônimos, mas comunhão de gente que se conhece, se respeita e ajuda e se lança além de si mesma. O anonimato abafa a voz do único Pastor e deixa as comunidades de fé entregues a tantas outras vozes. 
  Jesus também se apresenta como Porta para as ovelhas. Ele é a passagem para os que desejam a liberdade de encontrar pastagens de vida abundante. Como dirá mais adiante no evangelho, ele mesmo é "o caminho a verdade e vida", ou "o verdadeiro caminho para vida".
     Padre Paulo Bazaglia