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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

TEXTO DE OUTRO PADRE

FAMÍLIA: PEQUENA IGREJA
   Ao celebramos a Sagrada Família nossa atenção se volta para nossas famílias. As famílias conhecem muitas dificuldades e desafios, mas também alegrias e esperanças. O Papa Francisco nos lembra:
  "Como é importante às famílias caminhar juntos e ter a mesma meta em visita! Sabemos que temos um percurso comum a realizar, onde encontramos dificuldades, mas também momentos de alegria e consolação. Nessa peregrinação, partilhamos também os momentos da oração. Que poderá haver de mais belo, para um pai e uma mãe, do que abençoar os filhos ao início do dia, e na sua conclusão? Fazer na fronte o sinal da cruz, como no dia batismo? Não será esta oração mais simples que os pais fazem pelos filhos? Abençoá-los, isto é, confiá-los no Senhor, como fizeram os pais de Jesus. Como importante, para a família, encontra-se também para um breve momento de oração antes de tomar as refeições juntos, a fim de agradecer ao Senhor por estes dons e aprender a partilhar o que se recebeu com quem está mais necessitado (...). O perdão é a essência do amor, ele fundamental na família. Aí de nós se Deus não nos perdoasse! É no seio da família que as pessoas são educadas para o perdão (...). Não pecarmos a confiança na família! É bom abrir sempre o coração uns aos outros, sem nada esconder. Onde há amor, também há compreensão e perdão".
   "Rezemos com frequência a bela oração que encontra no final exortação apostólica Amoris Leatitia:
   "Jesus, Maria e José, em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor; confiantes a vós nos consagramos.
   Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias em lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do evangelho e pequenas igrejas domésticas.
   Sagrada Família de Nazaré, que nunca haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado seja rapidamente consolado e curado.
   Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do caráter sagrado e inviolável da família, da sua beleza no projeto de Deus.
   Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica. Amém".
            Padre Nilo Luza
Jesus Maria e José, minha família vossa é!
Jesus Cristo nosso único Senhor e Deus da Vida e de todas as coisas que existem no mundo tornai nossa família fielmente a Deus, e fazei de nós uma só família em teu altar, que a tua família sagrada de Nazaré que brilha a luz incessantemente nunca apague e não deixei nós sos.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

TEXTOS DE OUTROS PADRES

POBRES NO ESPÍRITO
   As "bem aventuranças" no início do Sermão da Montanha, são o ensinamento de Jesus sobre a felicidade. A primeira palavra e a oitava bem-aventuranças dão a chave para compreender todas as outras: felizes são pobres de em espírito (que melhor se traduz como "pobres no espírito"); felizes são os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino do céu. Felicidade, para Jesus, é já estar na dinâmica do reinado de Deus.
   Num que identifica a felicidade com riquezas, cargos e títulos, soam desconcertantes as palavras de Jesus, que proclama felizes os perseguidos por buscarem a justiça de Deus; que proclama felizes os que vivem na simplicidade e na pobreza, guiados apenas pelo Espírito Divino.
   É que, deixando guiar pelo Espírito de Deus, os pobres entram na mesma missão de Jesus, vivendo e ensinando, a exemplo do mestre, a solidariedade nas relações, ainda que isso venha acompanhado de perseguições e calúnias.
   Para os que se afligem por buscar a justiça divina, para estes vem a consolação, que não tem nada ver com conformismo. A consolação é a força de Deus que anima a continuar na missão. E a força de Deus se mostra na certeza de que a terra será dos mansos, dos que não são dominados pelo desejo de poder, riquezas ou violência.
   Nesse mundo diferente do Reino, que começa a viver já aqui, o desejo que conta é d de justiça, e o caminho para a justiça de Deus está na misericórdia, na pureza de coração e na promoção da paz.
   O reinado de Deus, de fato já se iniciou neste mundo com a missão de Jesus. Felizes são os que já pertencem a esse reino, com um modo diferente de agir e pensar. Vivendo relações de fraternidade, sendo solidários com os sofredores, buscando quem está excluído aproximando-nos de quem é descartado como lixo, podemos já experimentar o reinado de Deus, que um dia será pleno. Então o Senhor da vida, com sua graça, tornará plena e eterna a felicidade que aqui tivermos vivido, como pobres que deixam guiar por seu Espírito.
   Que todos os santos que hoje celebramos, intercedam a Deus por nós, para que nossa felicidade seja com a deles.
   Padre Paulo Bazaglia

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

TESTEMUNHAR O EVANGELHO COM ALEGRIA
  A campanha Missionária do mês de outubro é um incentivo para a cooperação com a missão de Deus em todo o mundo. Motivados pelo tema: "A alegria do evangelho para uma igreja com saída", juntos queremos viver em estado permanente de missão. O papa Francisco nos anima: "Não deixemos que nos roubem a alegria do evangelho" (EG 83).
  Neste dia mundial das missões, a Sagrada Escritura nos sugere "dar a Deus o que é de Deus" (Mt 22,21). Qual parte pertencente a Deus ainda não estamos lhe dando? Será dar a nós mesmos? "Na doação, a vida se fortalece; e se enfraquece no comodismo e no isolamento" (EG 10). Deus, na realidade, não necessita de nosso dinheiro, ele quer nossa parceria para cooperarmos em sua obra de salvação. Tomar a iniciativa e sair de si para encontrar e servir as pessoas pode ser uma forma sublime de cooperação missionária.
  Além desse apelo a doar-se pela causa missionária, há outras formas de cooperação, como a oração e oferta em favor da evangelização dos povos. O Papa Pio XII, tendo presentes as grandes necessidades universais, instituiu em 1926, o dia mundial das missões. A coleta de hoje destina-se de forma integral, à cooperação missionária, sobretudo em regiões do planeta que mais necessitam. Quem coopera com o projeto de Deus em espírito de partilha já vive a experiência das bem-aventuranças.
  Impulsionar, pois, as Igrejas no Brasil para a animação e cooperação missionária num dinamismo de saída, testemunhando a alegria do evangelho no compromisso "as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angustias dos homens e mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem" (GS 1), é a intenção primordial desta Campanha Missionária.
   Que as graças advindas das comemorações dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida façam crescer ainda mais a paixão pela causa missionária e alegria evangélica de fazer tudo o que Jesus disser ( cf. Jo 2,5).
     Padre Maurício da Silva Jardim
Diretor das Pontifícias Obras Missionárias no Brasil

TEXTO DE OUTRO PADRE

ROUPA DE FESTA
   Na parábola de Jesus, Deus envia seus servos para convidar à Festa da Aliança, que é o casamento de seu Filho com a humanidade.
   Profetas e apóstolos vieram da parte de Deus, mas foram ignorados por aqueles que já estavam ocupados com seus afazeres. Mais que ignorados foram maltratados e mortos. Aliás, a história de Jesus, ao falar do rei que incendeia a cidade, aponta para a responsabilidade das autoridades judaicas pela ruína de Jerusalém, no ano 70.
   Os convidados se mostram indignos da Aliança feita no êxodo com Moisés. Foram infiéis à sua parte no acordo: não reconheceram o senhorio de Deus e não conseguiram criar uma sociedade justa e fraterna. Além disso, não reconhecem Jesus o Messias enviado para renovar a Aliança.
  Deus, porém, nunca abandou a Aliança com a humanidade. Com Jesus, Deus renovou este pacto, estendendo o convite a todos os que estavam nas encruzilhadas do mundo, maus ou bons, pecadores e não judeus. Hoje todos somos convidados à Festa da Aliança. 
   Mas não se veste de qualquer jeito quem vai a um festa de casamento. Vai com roupa especial, de festa. Mateus é o evangelho da justiça ao reino de Deus, a roupa que faltava ao homem da parábola era exatamente a prática da justiça. Somente com a prática da justiça é possível praticar da alegria do banquete.
   As comunidades que seguem Jesus não são formadas por gente perfeita. Somos todos imperfeitos, mas convidados a transformar o mundo segundo aquilo que o Mestre ensinou. Contudo, sem prática da justiça do Reino, isto é, sem a justiça que cria relações de solidariedade e fraternidade, não existe felicidade a celebrar o banquete da Aliança, que é o banquete de todos, e não apenas de um seleto grupo de felizardos.
   E se Deus nos convida a todos, é sempre tempo de preparar a própria roupa de festa para o banquete do Filho. Uma roupa que não se encomenda a alfaiate ou costureira, mas preparada com as próprias ações, com prática da justiça ensinada pelo Mestre. É esta roupa, afinal, que vestiremos pela eternidade.
        Padre Paulo Bazaglia

sábado, 14 de outubro de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

CAMINHO DE JUSTIÇA
   Ao chegar a Jerusalém, Jesus vai ao templo e de lá expulsa os comerciantes. Em seguida, no próprio templo, cura os cegos e coxos, mostrando assim sua religião de seu templo, em vez de ajudar as pessoas a se aproximarem de Deus e a criar fraternidade, havia se tornado em exploração dos mais pobres e sofredores. Era uma figueira que não produzia mais frutos.
   A parábola dos dois filhos fala da vinha, que representa o povo de Deus. Jesus acusa as lideranças do seu templo (sacerdotes e anciãos) de não fazerem a vontade do Pai, o dono da vinha. Elas não trabalham para que a vinha produza frutos. Falam e não fazem. Prometem e não cumprem. Conhecem bem a Lei de Deus, mas acabam se perdendo em teorias e regras, longe do "caminho da justiça" do Reino. Pois estas mesmas lideranças haviam transformado a lei do êxodo, lei de fraternidade e vida para todos, em pesado fardo de normas e regras de pureza e impureza, de mérito e castigo, mais a aflição dos que já sofriam com a doença e o preconceito.
  São aqueles considerados malditos, cobradores de impostos e prostitutas, os que entram antes no reino  de Deus. São aqueles que reconhecem a ação de Deus em João Batista, o qual chamava à mudança de mentalidade, ao caminho de justiça que é a vida nova que Jesus vem trazer.
   Entram no reino de Deus, portanto, é reconhecer-se pecador e converter-se, mudar de mentalidade. É superar a justiça da Lei para chegar, pela fé, à justiça do Reino. Justiça que é inseparável da bondade, da misericórdia e das atitudes concretas.
   A parábola de Jesus continua sendo um alerta para nós. Afinal, estamos assumindo na própria vida a vontade de Deus com atitudes concretas? O modo como vivemos a religião ajuda os que mais sofrem a se aproximarem de Deus e sofrer menos? Para as lideranças religiosas e políticas ou qualquer tipo, o alerta é ainda mais sério: se não olharem e seguirem os "malditos pecadores" que se convertem, não entrarão no reino de Deus.
      Padre Paulo Bazaglia

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

O BOM PATRÃO
   Com a parábola de hoje, Mateus conclui o ensinamento de Jesus na Judeia. De lá o Senhor se dirigirá a Jerusalém, onde sofrerá o processo de condenação. Nesse relato, ele compara o reino dos céus ao comportamento de um proprietário que vai em busca de operários para sua vinha. Diferentemente de seus colegas, o patrão da parábola não segue as regras da retribuição proporcional ao serviço prestado. 
   Esse proprietário pode ser chamado de "bom patrão", porque não fica preso à letra fria das leis trabalhistas, mas as transcende, vai além daquilo que elas propõem como mínimo. E o que quer dizer de patrões que não pagam nem o mínimo estabelecido pela lei?
   O "bom patrão" é aquele que procura os desempregados e oferece emprego e salário digno a todos, independentemente da função que desempenham. Paga a todos o adequado para que eles e suas famílias tenham condições básicas de vida, com dignidade. O evangelho não põe em questão a quantia, mas o pagamento suficiente à manutenção da dignidade de cada trabalhador.
   Existem as leis trabalhistas e os sindicatos, que determinam pisos salariais diferentes conforme a função exercida. Mas uma coisa é certa: todos precisam ganhar o suficiente para viver com dignidade. O patrão do evangelho diz que pagará "o quer for justo". Além da justiça humana, não se pode ignorar a justiça divina, que quer respeito e dignidade para todos. O trabalhador não deveria criar desigualdades entre as pessoas, mas, ao contrário, ser fator de igualdade entre elas.
   Também na comunidade, todos os que exercem algum serviço têm o seu valor. Não porque alguém exerce determinada função que é mais do que os outros; todos os servidores da comunidade, merecem reconhecimento e valorização, qualquer que seja a tarefa que assumem.
   A bondade e a justiça de Deus são bons termômetros para nossa conduta de cristãos, discípulos e discípulas seguidores de Jesus. Muitas vezes a bondade de Deus nos constrange e o censuramos por não pensar e agir como nós; não toleramos sua bondade infinita para com todos - a começar pelos mais fragilizados - porque ela questiona a nossa mesquinhez.
         Padre Nilo Luza      

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

CONDENAR OU AJUDAR A RECUPERAR?
  O capítulo 18 de Mateus contém o quatro discurso doutrinal de Jesus, que propõe uma catequese de conveniência comunitária. O texto deste domingo se insere nesse contexto. O mestre sabe que a comunidade não é perfeita e convencida pelos discípulos a superar conflitos no seu interior. O que fazer quando um irmão ou irmã comete algo errado contra alguém ou contra a própria comunidade. 
  A ofensa a um membro da comunidade é algo sério; por isso, cabe buscar reconciliação. Jesus propõe  alguns passos para evitar a injustiça contra o ofensor, que poderia vir a ser condenado ou excluído de forma apressada.
  O primeiro passo é o ofendido ir ao encontro daquele que o ofendeu tentar superar o o conflito. Se não surtir resultado, o segundo passo é buscar a ajuda de uma ou duas pessoas; caso isso não resolva , parte-se para o terceiro passo, envolvendo a comunidade para tentar a solução. Se nem assim houver entendimento - depois de muita oração -, a pessoa poderá ser excluída da comunidade.
  A correção fraterna é sempre uma atividade espinhosa para a pessoa que a realiza ou para a própria comunidade. Por isso, todos esses passos devem ser realizados com amor e muita fé.
  A preocupação de Jesus e tentar evitar a todo custo a condenação ou a exclusão de algum membro da comunidade. A tarefa da correção fraterna é justamente buscar a inclusão da transgressor. Antes de condenar ou excluir, a comunidade tem o compromisso de resgatar. E se um membro da comunidade for desligado da comunidade, não significa necessariamente que está abandonado à própria sorte ou separado de Deus.
  No final do primeiro século da era cristã, começava a haver certo rigorismo nas comunidades, influenciadas pelo legalismo do império romano. As sinagogas também se tornam bastante exigentes, rejeitando os membros que se declaram cristãos. O autor do evangelho chama a atenção para que as comunidades cristãs não adotem tais critérios rigoristas e legalistas. Elas precisam ser espaços de solidariedade e de fraternidade.
       Padre Nilo Luza