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sábado, 14 de outubro de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

CAMINHO DE JUSTIÇA
   Ao chegar a Jerusalém, Jesus vai ao templo e de lá expulsa os comerciantes. Em seguida, no próprio templo, cura os cegos e coxos, mostrando assim sua religião de seu templo, em vez de ajudar as pessoas a se aproximarem de Deus e a criar fraternidade, havia se tornado em exploração dos mais pobres e sofredores. Era uma figueira que não produzia mais frutos.
   A parábola dos dois filhos fala da vinha, que representa o povo de Deus. Jesus acusa as lideranças do seu templo (sacerdotes e anciãos) de não fazerem a vontade do Pai, o dono da vinha. Elas não trabalham para que a vinha produza frutos. Falam e não fazem. Prometem e não cumprem. Conhecem bem a Lei de Deus, mas acabam se perdendo em teorias e regras, longe do "caminho da justiça" do Reino. Pois estas mesmas lideranças haviam transformado a lei do êxodo, lei de fraternidade e vida para todos, em pesado fardo de normas e regras de pureza e impureza, de mérito e castigo, mais a aflição dos que já sofriam com a doença e o preconceito.
  São aqueles considerados malditos, cobradores de impostos e prostitutas, os que entram antes no reino  de Deus. São aqueles que reconhecem a ação de Deus em João Batista, o qual chamava à mudança de mentalidade, ao caminho de justiça que é a vida nova que Jesus vem trazer.
   Entram no reino de Deus, portanto, é reconhecer-se pecador e converter-se, mudar de mentalidade. É superar a justiça da Lei para chegar, pela fé, à justiça do Reino. Justiça que é inseparável da bondade, da misericórdia e das atitudes concretas.
   A parábola de Jesus continua sendo um alerta para nós. Afinal, estamos assumindo na própria vida a vontade de Deus com atitudes concretas? O modo como vivemos a religião ajuda os que mais sofrem a se aproximarem de Deus e sofrer menos? Para as lideranças religiosas e políticas ou qualquer tipo, o alerta é ainda mais sério: se não olharem e seguirem os "malditos pecadores" que se convertem, não entrarão no reino de Deus.
      Padre Paulo Bazaglia

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