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sábado, 10 de junho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

ESPÍRITO DO AMOR FIEL
  Depois da última ceia com os discípulos, pouco antes de ser preso, Jesus se despede dos que o acompanharam ao longo da missão, deixando como que um testamento. As palavras do evangelho hoje proclamadas situam-se nesse contexto de despedida. 
  Jesus está para ser preso, enfrentará o sofrimento e a morte e sabe que a comunidade dos que o seguem também haverá de enfrentar oposição e perseguição. Como continuar a missão do Mestre, quando ele não estiver mais fisicamente presente? Como superar as tentações de um mundo de injustiças, do "salve-se quem puder"? Como resistir, acreditando que Deus continua presente, quando tudo em volta parece indicar o contrário?
  Diante da angustia, do sofrimento próprio e alheio, estão aí as palavras de Jesus, que nos garante: "Não os deixarei órfãos". Esta garantia se baseia na presença do Espírito da Verdade, vindo do Pai, que não só nos acompanhará, como estará dentro de nós. É o Espírito da Verdade, que nos permite recordar o que Jesus fez e falou, para assim podemos agir e falar como ele estivesse agindo e falando. Aliás, podemos traduzir Espírito da Verdade por Espírito da Fidelidade, aquela fidelidade com a qual Jesus levou adiante a missão confiada a ele pelo Pai e que nos encoraja a ser fiéis ao mandamento novo do amor. 
  O "mundo", representado pelas lideranças injustas que condenaram e mataram Jesus, não recebe este Espírito de amor fiel, porque não o conhece. Sabe o que é amor fiel quem amo incondicionalmente, quem se entrega pelo outro como o Mestre o fez.
  O amor de Jesus abre e fecha o texto de hoje proclamado. Amar a Jesus é deixar-nos animar pelo dinamismo do seu amor, que sempre nos leva ao outro, para ser testemunhas do amor misericordioso do Pai. Jesus continua vivo em nosso meio, ressuscitado, a nos acompanhar com o Paráclito, o Espírito Defensor que nos mantém perseverantes no amor.
      Padre Paulo Bazaglia
Minhas Palavas Sobre Esse Assunto:

Devemos ser perseverantes na fé e acreditar que Jesus Cristo nunca vai deixar sozinhos nesse, acredite ele está em nosso meio e dentro de nós, Ele veio para salvar a humanidade Ele nos ama com seus filhos e filhas, somos seu povo e seu rebanho, caminhemos sempre na Estrada Vida, da esperança e do amor fraterno do Pai, somos convidados por Maria a Mãe do Salvador de Jesus Cristo a rezar o Santo Terço. Jesus Cristo é Espírito de Verdade e Vida Eterna. Somos seu povo e seu rebanho. Que nossa caminha na fé de Jesus Cristo no conduza a vida plena junto do Pai, Filho e do Espírito Santo.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

COMUNICAR ESPERANÇA E CONFIANÇA
  Neste domingo da Ascensão do Senhor, a Igreja celebra o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais com o tema, escolhido pelo Papa Francisco: '"Não tenhas medo, que eu estou contigo' (Is 43,5). Comunicar a esperança no nosso tempo".
  A mensagem do papa para esta ocasião considera que uma das maneiras de contar a história do mundo é por intermédio das informações divulgadas pelos diversos veículos de comunicação. Ressalta, então, como é importante narrar essa história segundo a lógica da boa notícia. Isto não significa, evidentemente, negar os acontecimentos trágicos e tristes. A questão que preocupa, atualmente, é o predomínio de notícias negativas que provocam, no indivíduo e na sociedade, sensação de insegurança e medo.
  De fato, são inúmeras as notícias com teor negativo e com forte dose de sensacionalismo que nos chegam diariamente por meios dos jornais, de revistas, da televisão, do rádio e da internet. Tais informações indicam que o mal é, infelizmente, mais espetacular e ruidoso que o bem e, por conseguinte, mais lucrativo para os meios de comunicação.
  Cabe a nós, cristãos, escutar a voz de Jesus ressuscitado, que nos envia a anunciar, sem medo, as "boas notícias" oriundas de suas palavras e de seus gestos. Faz parte de nossa missão difundir também informações refentes às iniciativas audaciosas, que encontramos na sociedade, a favor da justiça, da paz e da solidariedade e a outras ações que contribuem para a construção de um mundo mais humano e fraterno. Nessa perspectiva será possível suscitar, no nosso tempo, a confiança e a esperança que Jesus nos veio fazer.
        Padre Valdir José de Castro 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

A FONTE DE ÁGUA VIVA
  Jesus, cansado da viagem, senta à beira do poço. Ao chegar uma mulher para buscar água, o Senhor pede que ela lhe dê de beber. Aí em volta do poço de Jacó, começa um belo diálogo entre o Mestre e samaritana. A conversa gira em torno da água, do conflito entre os judeus e samaritanos,dos maridos da mulher, da adoção a Deus e da verdadeira fonte de água viva. Diálogo rico e revelador, entre as duas personagens.
  A conversa se inicia por necessidade física: a sede. Jesus pede água à mulher, esta se admira que um judeu dirija tal pedido a uma mulher samaritana. Aos pucos e além do sentido natural, Jesus agregando à água outro sentido.
  O conflito entre judeus e samaritanos era antigo. Vinha desde séculos passados, quando os samaritanos adotaram as divindades introduzidas pelos povos estrangeiros que invadiram o Reino do Norte.
  A questão dos maridos da mulher do diálogo, entrando agora pela família da samaritana: seus cinco maridos. Segundo os estudiosos, provavelmente se referem ao número das divindades cultuadas pelos samaritanos.
  Onde é o lugar de adorar a Deus? Os judeus adoravam no templo de Jerusalém, os samaritanos, no templo de Garizim. Jesus esclarece que a adoração agradável a Deus não se limita a templos e lugares predeterminados, mas nasce do interior do ser humano ao longo da vida, independentemente de templo e lugar. "Os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito e verdade."
  Jesus é a verdadeira fonte. A conversa ingressa no tema messianismo, momento que o Mestre se apresente como o "Messias", fonte donde jorra água viva e para vida. Ele se revela justamente a uma mulher excluída e marginalizada. 
  Quando os discípulos chegam, a mulher larga o balde e vai anunciar aos seus conterrâneos que encontrou o Cristo. Ela já não tem necessidade da água do poço de Jacó (no contexto a, lei mosaica), pois descobriu a verdadeira fonte que sacia a sede profunda do ser humano - Jesus Nazareno - e assim se torna a primeira missionária dos samaritanos. 
   Padre Nilo Luza

terça-feira, 9 de maio de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

JESUS PASTOR E PORTA
  No evangelho de hoje proclamado, Jesus se apresenta ao mesmo tempo como Pastor e Porta.
  E dura a critica de Jesus às lideranças do tempo. Em vez de servir ao povo, abrindo-lhe perspectivas de vida, ele o haviam aprisionado em instituições políticas e religiosas que serviam sobre tudo para manter os próprios privilégios. Para Jesus, líderes assim nunca foram e nunca serão pastores, mas apenas "ladrões e assaltantes", que vêm para "roubar, matar e destruir". Ele mesmo diz, aliás: "todos os que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes". Pois, ao procurar somente os próprios interesses, fracassaram na missão de conduzir o povo pelos caminhos da vida que Deus deseja.
  É um alerta contra todo exercício de poder de quem busca os próprios interesses à custa do sofrimento do povo. Alerta válido para todos, mas sobretudo para autoridades civis e religiosas, cujo poder só pode ser exercido genuinamente com serviço de defesa e promoção do bem comum. E o bem comum, nós o sabemos, requer dedicação especial aos mais pobres.
  Daí Jesus se apresenta como o Pastor autêntico, aquele que o Pai envia para cuidar das ovelhas, o povo querido de Deus. Pois, diferente dos que roubam e usam o povo, Jesus vem para servir e dar vida, chamando pelo nome, superando todo anonimato. Ele se deixa conhecer, para que aqueles que são seus não sejam enganados por líderes perversos.
  Jesus nos impulsiona a viver revelações verdadeiras e sinceras, que nos formam como cristãos comprometidos na comunidade. Pois a comunidade não é um amontoado de anônimos, mas comunhão de gente que se conhece, se respeita e ajuda e se lança além de si mesma. O anonimato abafa a voz do único Pastor e deixa as comunidades de fé entregues a tantas outras vozes. 
  Jesus também se apresenta como Porta para as ovelhas. Ele é a passagem para os que desejam a liberdade de encontrar pastagens de vida abundante. Como dirá mais adiante no evangelho, ele mesmo é "o caminho a verdade e vida", ou "o verdadeiro caminho para vida".
     Padre Paulo Bazaglia 

TEXTO DE OUTRO PADRE

A PRESENÇA DO RESSUSCITADO
  No primeiro dia da semana, Maria Madalena madrugada para ir ao túmulo onde o corpo de Jesus estava foi depositado. Lá vê que a pedra da entrada foi removida e o corpo não se encontrava no sepulcro. Assustada, corre para anunciar aos discípulos que alguém teria levado o corpo do Senhor. Ela ainda não entende o que aconteceu e, sem o Mestre, se sente perdida e desconcertada. 
  Sem sucesso, ela buscou Jesus entre os mortos, mas lá já não é o lugar dele. Nossa catequese talvez não seja suficiente para despertar nossa fé no Ressuscitado e, por isso o buscamos em lugares inadequados, movidos por uma religião fria e calculista, fundamentada no cumprimento rigoroso de leis e normas. O Ressuscitado se encontra lá onde se vive segundo o Espírito Santo, onde se espalha amor, solidariedade e alegria.
  Deus é amigo da vida, por isso ressuscita seu Filho, libertando-o das trevas da morte. Deus é Pai que deseja vida plena para todos seus filhos e filhas. Como discípulos e discípulas de, temos o compromisso de levar a vida onde a sinais de morte. Deus está ao lado de Jesus crucificado e dos crucificados do mundo de hoje, não do lado dos crucificadores.
  Os discípulos, avisados por Maria, vão ao túmulo verificar e constatam a exatidão do relato da mulher. Pela posição das faixas e do pano, concluem que não houve roubo de cadáver. O outro discípulo, o que acreditou no amor de Deus, "vê e acredita" que Jesus já não é prisioneiro das mortalhas; sua intuição é fruto do amor. Quem ama sempre chega primeiro e vê além das aparências.
  As três personagem da cena representam a comunidade que tem dificuldade de acreditar no Ressuscitado e aderir a ele, de dar o salto de qualidade para passar da dúvida à fé. A comunidade sem fé é incapaz de reconhecer a presença do Senhor e não consegue assumir o compromisso do testemunho.Deixemos que a aurora deste novo dia nos inunde da luz do Ressuscitado. 
Padre Nilo Luza  

sexta-feira, 14 de abril de 2017

TEXTOS DE OUTROS PADRES

INCOMPATIBILIDADE ENTRE DEUS E O DINHEIRO
  Continuamos a ser instruído pelo Sermão da Montanha. O trecho de hoje começa alertando sobre o perigo de transformar a riqueza e o dinheiro em ídolos, a seguir mostra em que depositar a confiança e, por fim, qual deve ser a primeira preocupação de quem segue a Jesus.
  O Mestre da incompatibilidade entre Deus e o dinheiro: não é possível ser leal ao dois senhores opostos. ele condena a idolatria ao dinheiro, quando toma o lugar de Deus. Convertido em ídolo absoluto, o dinheiro torna-se o maior inimigo do mundo desejado por Jesus, mundo fraterno e solidário, Jesus denuncia que o "culto ao dinheiro" é o maior empecilho para a humanidade que pretende ser justa e o maior obstáculo ao reino de Deus.
  A preocupação com muitas coisas é forte aliada da ânsia de acúmulo das pessoas. Por isso Jesus convida a confiar em Deus e aprender da natureza. Toda organização e instituição planejam para bem atuarem; as comunidades avaliam o trabalho e fazem programações: as pessoas preparam-se para bem exercer a futura profissão. O evangelho não questiona tanto a preocupação com o dia de amanhã, mas em quem depositamos a confiança. Preocupar-se tem que ver com prioridade, o que monopoliza o coração. Não é proibida a preocupação com alimento, bebida, vestimenta... A pergunta que Jesus faz é ao que damos maior valor, com o que queremos nos ocupar em primeiro lugar.
  A preocupação primeira deveria se o reino de Deus ("buscai em primeiro lugar o reino de Deus, tudo o mais virá por acréscimo"). O reino pregado por Jesus supõe a satisfação das necessidades básicas de todo ser humano. Aqui está a chave deste evangelho. O Papa Francisco insiste em um economia de inclusão, pois a economia da exclusão e da iniquidade mata. Quando o "culto ao dinheiro" toma conta do coração, " tornamo-nos incapazes de nos compadecer do clamor dos outros, já não choramos diante do drama dos demais" (Papa Francisco).
Padre Nilo Luza  

domingo, 9 de abril de 2017

TEXTO DE OUTRO PADRE

SUPERANDO AS TENTAÇÕES
  Antes de iniciar a sua pregação na Galileia, Jesus é conduzido pelo Espírito ao deserto, onde foi tentando por quarenta dias. São dias de provação e superação ,que recordam os quarenta anos de caminhada do povo hebreu rumo à Terra Prometida.
  Jesus venceu a tentação de ter comida e vida fáceis, recusando-se a transformar pedras em pães. Venceu a tentação de ter poder e prestigio negando-se a se submeter ao que é satânico, ou seja, ao projeto de Deus. Venceu a tentação de tentar o próprio Deus, recusando ações e atitudes que deixariam Deus e seu projeto em segundo plano.
  Ao superar as tentações, Jesus mostra que está completamente comprometido com a missão que o Pai lhe confiou. Além disso, as tentações vencidas indicam qual é a missão de Jesus e, consequentemente, a missão dos seus seguidores. Missão de trabalhar incansavelmente pelo pão para todos, no caminho da palavra de Deus, a qual não ilude com soluções mágicas e fáceis. Missão de adorar somente a Deus, único e absoluto, relativizando ideologias e extremismos para buscar a raiz do evangelho, em valores como a compaixão, a solidariedade, a fraternidade e o amor. Missão dar sentido à própria vida e ajudar os outros a fazê-lo também, não se submetendo a nenhuma lógica diabólica que divide as pessoas.
  Iniciemos a Quaresma, somos como que convidados a ir com Jesus ao deserto do silêncio interior, para ouvir de verdade a sua Palavra e deixar que aí ela ecoe. A Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa, seja de fato ocasião para fortalecermos a fé e refletirmos sobre o nosso compromisso com Jesus. O mesmo Espírito que guiou Jesus continua nos guiando. Obedientes à palavra de Deus, confiamos que o Mestre está conosco, ajudando-nos a superar as dificuldades e as tentações.
      Padre Paulo Bazaglia