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terça-feira, 15 de maio de 2018

TEXTO DE OUTRO PADRE

A NOTÍCIA QUE LIBERTA
   "Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a todo criatura" (Mc 16.15) é o mandato que Jesus ressuscitado dá aos seus discípulos. Eles recebem o desafio de proclamar a "Boa Notícia", inspirada em tudo o que haviam visto e ouvido diretamente do Mestre. Detalhe importante é que tal anúncio, que contém a verdade que liberta, é acompanhando de sinais visíveis. Não se trata de somente repetir as palavras de Jesus, mas também de transformar os seus ensinamentos em gestos concretos de amor, misericórdia, partilha, justiça e paz.
   Nessa perspectiva podemos compreender o tema que o Papa Francisco escolheu para, neste domingo da Ascensão do Senhor, celebrar o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais: A verdade vos tornará livres (Jo 8,32). Notícias falsas e jornalismo de paz". De fato, na nossa sociedade tem crescido a difusão de notícias falsas ou "fake news", isto é, informações infundadas que contribuem para gerar mal-entendidos, conflitos e até divisões entre as pessoas.
   As notícias falsas têm encontrado na internet um canal de divulgação privilegiado, porém não são um fenômeno novo. São uma prática já há tempos presente também em jornais, revistas e emissoras de rádio e de televisão que, quando lhes convém, propagam informações falsas com o objetivo de defender seus interesses. Com as redes, essa possibilidade aumentou, pela facilidade com que, por meios delas, qualquer pessoa consegue criar ou transmitir notícias.
   A mensagem do Papa Francisco nos motiva a estar atentos a essa realidade e, à luz do evangelho, colaborar na promoção e publicação de notícias que transmitam a verdade - principalmente quando se trata do jornalismo profissional - e, portanto, estimulem a compreensão entre as pessoas e a paz. Essa é uma atitude concreta que convém assumir para seguir Jesus, hoje, numa cultura em que a comunicação se tornou um dos elementos fundamentais para a qualidade de vida.
Padre Valdir José de Castro    

sábado, 12 de maio de 2018

TEXTO DE OUTRO PADRE

O AMOR QUE CONTAGIA
   No evangelho de hoje, que continua a alegoria da videira e dos ramos (domingo passado), o verbo dominante é "permanecer". Jesus sente-se amado pelo Pai e pede aos seus seguidores que aprendam dele próprio a também amar.
   Só consegue amar como Jesus amou que permanece nele e guarda seus mandamentos, da mesma forma ele guardou os mandamentos, da mesma forma que ele guardou os mandamentos do Pai. Permaneceu unida a Cristo, a pessoa recebe e seiva que fortalece e a torna capaz de amar a exemplo do Mestre.
   Jesus supera o mandamento antigo de amar "como a si mesmo", propondo aos discípulos amar "como eu vos amei". Disse nasce a verdadeira alegria, que torna a religião mais aberta, cativante e amável. Tudo o que se faz e se vive com amor deveria gerar alegria e satisfação, superando os preconceitos exibidos por um cristianismo triste, cheio de lamúrias e desgostos.
   Permanecer unidos a Jesus e ao Pai não nos isola da comunidade, não nos faz intimistas, verticais e ritualistas ; antes torna-nos mais fraternais, pois o ensinamento do Mestre mira e enfatiza a dimensão comunitária. O amor a Cristo e ao Pai nos leva a criar comunidades de irmãos e irmãs.
   A vivência do amor fraterno nos torna todos amigos e amigas, irmãos e irmãs do "irmão maior", Jesus. Eis o ideal bonito de toda família e toda comunidade: viver a total transparência, a ponto de já não haver segredos entre os membros, confiar plenamente um no outro, partilhando experiências de Deus e de vida, alegrias e esperanças, desafios e dificuldades. Quando chegaremos a formar famílias e comunidades assim?
   Permanecer no amor de Jesus é assumir a mesma prática sua. O Mestre passou por este mundo defendendo os mais esquecidos e desprezados da sociedade, doando-se até fim e por inteiro. O exemplo mais concreto do amor são os frutos produzidos em favor da vida.
   O amor é a marca distintiva do cristão: é ele que dá identidade à comunidade cristã, que estabelece novos relacionamentos entre as pessoas, que cria um mundo, fraterno e solidário.
           Padre Nilo Luza